| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Procellariiformes |
| Família: | Diomedeidae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | T. melanophris |
O albatroz-de-sobrancelha é uma ave procellariiforme da família Diomedeidae. Também conhecida como albatroz-de-sobrancelha negra, gaivotão, antenal e pardelão (Rio Grande do Sul). Alguns autores consideram Thalassarche melanophris impavida uma espécie distinta.
Seu nome científico significa: do (grego) thalassa = mar; e de arkhë, arkhö = força, comando, governar; thalassarche = governador do mar; e do (grego) melas = preto; e de ophrus = sobrancelha. ⇒ Governador do mar de sobrancelha preta.
Mede 83 a 93 centímetros, envergadura máxima de 2,5 metros. Os machos pesam entre 3,35 e 4,66 quilogramas e as fêmeas entre 2,9 e 3,8 quilogramas. Ave branca com a face superior das asas e cauda negras; uropígeo branco. Olhos atravessados por uma curta faixa cinzenta; bico amarelo-alaranjado com a ponta vermelha. Imaturo mais escuro, com bico, alto da cabeça e lado superior do pescoço anegrados. Tem as narinas em forma de tubos situados na parte superior do bico, que é longo e encurvado na ponta. Esta adaptação lhes permite expulsar do corpo o sal adquirido por ingestão de água do mar.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se de cefalópodes(lulas), krill, peixes, lampreias e medusas, tendo razoável capacidade de mergulho e podendo capturar presas a 5 m de profundidade. É notável pelo entusiasmo e agressividade com que perseguem as embarcações pesqueiras em busca de alimento. Nessa ocasiões se alimenta de descartes e iscas, agrupando-se em grande número ao redor de espinheleiros em operação. Quando a linha do espinhel é lançada na água com milhares de anzóis iscados para capturar peixes, as aves que estão próximas ao barco, tentam comer as iscas, chegando muitas vezes a mergulhar, no entanto, ao alcançá-las, as aves ficam presas nos anzóis e acabam morrendo afogadas.
Começam a se reproduzir quando tem 6 a 13 anos, formam casais e nidificam em penhascos gramados de ilhas oceânicas afastadas dos continentes, fora do alcance de mamíferos predadores. Os albatrozes só retornam aos ninhais na estação reprodutiva, realizando grandes migrações para áreas oceânicas com maior disponibilidade de alimento. Após o vôo nupcial, retornam aos ninhos e realizam a postura de um ovo. A incubação leva aproximadamente 68 - 70 dias e os juvenis deixam o ninho após 116 a 125 dias. Quando a fêmea sai para trazer alimento para o filhote o macho permanece no ninho cuidando e aquecendo-o. O ciclo reprodutivo relativamente curto permite que a espécie reproduza anualmente.
Pelágico, encontrado frequentemente na orla costeira. Os jovens retornam às colônias quando têm entre 3 a 8 anos de idade e começam a se reproduzir quando tem 6 a 13 anos. A filopatria (fidelidade ao local onde nasceu) é elevada (58% dos juvenis voltam à colônia natal nas Ilhas Geórgia do Sul) e aves adultas não mudam de colônia. A sobrevivência anual dos adultos nessas ilhas é de 94% para machos e a 96% para fêmeas. Nos meses fora da época de reprodução, deslocam-se na maioria para o sul da África, sendo encontradas na região da Corrente de Benguela e Cabo da Boa Esperança. Seguidor habitual de embarcações. O mais distribuido e frequentemente encontrado albatroz.
Frequente nas águas costeiras do sul do Brasil, pode migrar para São Paulo, Rio de Janeiro e até mais ao norte (Bahia, Sergipe e Alagoas).
Consulta bibliográfica sobre subespécies: